Walter Willett, MD, MPH, a Wisconsin native, is chairman of the department of nutrition at Harvard School of Public Health and a professor of medicine at Harvard Medical School. He has published more than 1,000 research articles, primarily on lifestyle risk factors for heart disease and cancer, and has written the textbook, Nutritional Epidemiology, published by Oxford University Press.
Walter Willett speaks on "The Search for Optimal Diets" at the Health Sciences Learning Center on May 9, 2007.
http://videos.med.wisc.edu/videoInfo.php?videoid=252
Muito bom; de vez em quando torna-se bastante técnico mas dá para entender as importantes mensagens... Também é o autor do livro a que se refere a minha fotografia do perfil: Eat, Drink and be Healthy ("Coma, Beba e Seja Saudável" da editora Campos).
Cheers!
Madalena
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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
IMPRESSIONANTE, to say the least...!!
Hoje recebi "ISTO" na minha caixa de inbox! ATERROU CATRAPUM!!!!!!!! Vale a pena reflectir... As cores fui eu que adicionei. Boa Leitura!
"Desde há uns tempos que ando a "explorar" os seus sites (tanto no seu blog pessoal como no consultório de nutrição). Não posso, antes de mais, deixar de elogiá-la, pela enorme generosidade que é colocar na internet tanta informação que tem ao seu dispor, como especialista, e pô-la ao dispor de todos aqueles que a queiram consultar. Não só generosidade, revela também uma enorme paixão por aquilo que faz, o que nos dias de hoje é um bem escasso, e uma grande essência diferenciadora daquilo que é normalmente a posição, aliás provinciana, da maioria dos portugueses: não revelar o "segredo" (por exemplo, tão visível na divulgação das suas melhores receitas: é sempre segredo!), o que, como é óbvio, em nada tem vantagens: ao deixarmos algo em segredo, impedimos a sua própria evolução e, mais importante, impedimos o contributo que daríamos aos outros (noção que, tal como a paixão pelo que fazemos e como a água, também está, infelizmente, a escassear, a perder-se).
Ao navegar pelos seus blogs, não pude, como é óbvio, deixar de ver o seu debate com a Drª Isabel do Carmo. Não pude deixar de ficar chocada com a posição tão céptica, retrógrada e de alguém com a mente absolutamente fechada, que foi a da Drª Isabel, que tinha e continuo a ter (embora com menos fulgor) como uma pessoa esclarecida sobre o assunto. É óbvio, para todos aqueles minimamente esclarecidos, que a Vitamina B12 não está presente em nenhum alimento vegetal. No entanto, um vegan, alguém com fortíssimas razões éticas, ecológicas e mesmo de saúde, sabe perfeitamente desse facto e é por isso que tem o cuidado de ingeri-la noutros alimentos, como o leite de soja, os CornFlakes ou milhares de outros. Agora, não me venham dizer que ingerir outros alimentos enriquecidos com vitamina B12 é uma distorção da natureza: em primeiro lugar, os vegans distorcem muito menos a natureza que os omnívoros, que, por acaso, também comem CornFlakes; em segundo lugar, distorção da natureza é o que a humanidade está a fazer ao planeta; em terceiro lugar, distorção da natureza é o modo como os animais são criados; em quarto lugar, é a forma como a maioria da população come em Portugal, e não me venham dizer que já todos sabem disso, que o culto da magreza é algo das revistas (até porque não se trata da magreza ou estética, razão pela qual a maior parte das mulheres que emagrecer, mas sim de saúde, de termos uma maior qualidade de vida, de respeitarmo-nos a nós mesmos, aos outros e àquilo que nos rodeia) ou que não é assim tão má, comparando com o que acontece nos EUA, porque eu tenho 15 anos, ando na Escola Secundária (...), e sei que a maioria dos alunos vai comer ao McDonalds ou a outro tipo de "restaurantes" fast food, todos os dias, e o pior não é o agora, é o que está para vir, porque quando esta população crescer e for parte essencial da nossa sociedade (vai ter de criar os seus filhos e cuidar dos seus pais), vai ser uma população sem condições para isso, vai ser uma população doente, com péssimos hábitos e contrária a tudo aquilo em que acreditamos e acreditámos até hoje. Esta e as próximas gerações, como todas as outras, vão ser responsáveis pela continuação da espécie, do ser humano, de tudo aquilo que ele representa, desde o relacionarmo-nos uns com os outros ao desejo de evoluir, de sermos melhores, a diferença é que não vai estar em condições para isso. Não só em termos de saúde, mas em toda a restante mentalidade, o ser humano, ao negar tudo aquilo que foi, que é e que o define, está a perder-se.
Voltando à questão principal (tendo a divagar, sempre que falo disto e de tudo o resto, tal é a minha "doença" por querer saber mais, por discutir ideias), eu, pessoalmente, recomendaria à Drª Isabel do Carmo ver esse grande programa sobre a alimentação, na minha opinião é mesmo o melhor acerca do tema, que é o "The Truth About the Food" (não sei se viu esta série de episódios da BBC que contou com os melhores especialistas do mundo sobre o tema, com a tecnologia mais avançada e com imensas experiências com mais de 500 voluntários, mas logo no primeiro episódio vem uma experiência com vegetais e seres humanos pouco saudáveis).
Pessoalmente, não sei se já reparou, mas interesso-me por este tipo de assuntos, e tenho uma filosofia: eu como todos os alimentos presentes na roda dos alimentos, mais ou menos nas proporções certas, incluindo a carne, até porque nós somos supostos, como animal que somos, comer carne e, se não o fizermos estamos a alterar toda uma cadeia alimentar. A questão é que, actualmente, já não estamos dentro da cadeia alimentar suposta, devido a toda a cruel e pouco humana criação de animais para consumo, é por isso que defendo a ingestão de carne de agricultura biológica, criada como deveria ser. Se não a podermos ingerir tantas vezes por ser mais cara, ainda bem, porque ao ingerirmos boa carne, mas menos vezes, e ao recorrermos ao peixe, aos vegetais e às alternativas vegetarianas, estamos a contribuir para uma melhor saúde, para um melhor ambiente e para um planeta mais ético e respeitador. Defendo, por isso uma dieta mediterrânica (com base na pirâmide mediterrânica original, não a alterada pelo lobby dos produtores de carne dos EUA), em que se privelegiam os cereais integrais, as hortícolas, a fruta, os frutos secos, o peixe, os produtos lácteos, o azeite os ovos e, mais raramente, a boa carne. Nesta dieta mediterrânica podemos e devemos incluir alguns pratos vegetarianos.
Actualmente, já passei aquela fase da mania das dietas, e procuro que o que coma responda afirmativamente a estas duas questões:
- A minha trisavó reconheceria este alimento como comida?
- Este alimento apodrece? (sim, alguns alimentos, nunca passam do prazo de validade! Podemos comê-lo agora ou daqui a sete anos)
Assim, respeito todos os regimes alimentares, desde o veganismo, até à dieta mediterrânica, passando pela raw foodism e pelo ovolactovegetarianismo e por aqueles que apenas excluem a carne.
No entanto, e é aqui que gostaria de ter a sua ajuda, estou a ter algumas dificuldades em seguir as minhas duas perguntas quando faço snakcs à tarde, como fruta e iogurtes naturais, mas não resisto a algumas bolachas (normalmente como aquelas de fibra), por isso gostaria que me indicasse alguns snacks que possa fazer e que sejam saudáveis, deliciosos (adoro comer boa comida, é sem dúvida um dos maiores prazeres da vida) e saciantes. Por outro lado gostaria que me desse outras ideias de receitas com aveia para o pequeno-almoço sem ser as papas de aveia, que não gosto muito.
Um abraço, de quem a admira
Maria"
"Desde há uns tempos que ando a "explorar" os seus sites (tanto no seu blog pessoal como no consultório de nutrição). Não posso, antes de mais, deixar de elogiá-la, pela enorme generosidade que é colocar na internet tanta informação que tem ao seu dispor, como especialista, e pô-la ao dispor de todos aqueles que a queiram consultar. Não só generosidade, revela também uma enorme paixão por aquilo que faz, o que nos dias de hoje é um bem escasso, e uma grande essência diferenciadora daquilo que é normalmente a posição, aliás provinciana, da maioria dos portugueses: não revelar o "segredo" (por exemplo, tão visível na divulgação das suas melhores receitas: é sempre segredo!), o que, como é óbvio, em nada tem vantagens: ao deixarmos algo em segredo, impedimos a sua própria evolução e, mais importante, impedimos o contributo que daríamos aos outros (noção que, tal como a paixão pelo que fazemos e como a água, também está, infelizmente, a escassear, a perder-se).
Ao navegar pelos seus blogs, não pude, como é óbvio, deixar de ver o seu debate com a Drª Isabel do Carmo. Não pude deixar de ficar chocada com a posição tão céptica, retrógrada e de alguém com a mente absolutamente fechada, que foi a da Drª Isabel, que tinha e continuo a ter (embora com menos fulgor) como uma pessoa esclarecida sobre o assunto. É óbvio, para todos aqueles minimamente esclarecidos, que a Vitamina B12 não está presente em nenhum alimento vegetal. No entanto, um vegan, alguém com fortíssimas razões éticas, ecológicas e mesmo de saúde, sabe perfeitamente desse facto e é por isso que tem o cuidado de ingeri-la noutros alimentos, como o leite de soja, os CornFlakes ou milhares de outros. Agora, não me venham dizer que ingerir outros alimentos enriquecidos com vitamina B12 é uma distorção da natureza: em primeiro lugar, os vegans distorcem muito menos a natureza que os omnívoros, que, por acaso, também comem CornFlakes; em segundo lugar, distorção da natureza é o que a humanidade está a fazer ao planeta; em terceiro lugar, distorção da natureza é o modo como os animais são criados; em quarto lugar, é a forma como a maioria da população come em Portugal, e não me venham dizer que já todos sabem disso, que o culto da magreza é algo das revistas (até porque não se trata da magreza ou estética, razão pela qual a maior parte das mulheres que emagrecer, mas sim de saúde, de termos uma maior qualidade de vida, de respeitarmo-nos a nós mesmos, aos outros e àquilo que nos rodeia) ou que não é assim tão má, comparando com o que acontece nos EUA, porque eu tenho 15 anos, ando na Escola Secundária (...), e sei que a maioria dos alunos vai comer ao McDonalds ou a outro tipo de "restaurantes" fast food, todos os dias, e o pior não é o agora, é o que está para vir, porque quando esta população crescer e for parte essencial da nossa sociedade (vai ter de criar os seus filhos e cuidar dos seus pais), vai ser uma população sem condições para isso, vai ser uma população doente, com péssimos hábitos e contrária a tudo aquilo em que acreditamos e acreditámos até hoje. Esta e as próximas gerações, como todas as outras, vão ser responsáveis pela continuação da espécie, do ser humano, de tudo aquilo que ele representa, desde o relacionarmo-nos uns com os outros ao desejo de evoluir, de sermos melhores, a diferença é que não vai estar em condições para isso. Não só em termos de saúde, mas em toda a restante mentalidade, o ser humano, ao negar tudo aquilo que foi, que é e que o define, está a perder-se.
Voltando à questão principal (tendo a divagar, sempre que falo disto e de tudo o resto, tal é a minha "doença" por querer saber mais, por discutir ideias), eu, pessoalmente, recomendaria à Drª Isabel do Carmo ver esse grande programa sobre a alimentação, na minha opinião é mesmo o melhor acerca do tema, que é o "The Truth About the Food" (não sei se viu esta série de episódios da BBC que contou com os melhores especialistas do mundo sobre o tema, com a tecnologia mais avançada e com imensas experiências com mais de 500 voluntários, mas logo no primeiro episódio vem uma experiência com vegetais e seres humanos pouco saudáveis).
Pessoalmente, não sei se já reparou, mas interesso-me por este tipo de assuntos, e tenho uma filosofia: eu como todos os alimentos presentes na roda dos alimentos, mais ou menos nas proporções certas, incluindo a carne, até porque nós somos supostos, como animal que somos, comer carne e, se não o fizermos estamos a alterar toda uma cadeia alimentar. A questão é que, actualmente, já não estamos dentro da cadeia alimentar suposta, devido a toda a cruel e pouco humana criação de animais para consumo, é por isso que defendo a ingestão de carne de agricultura biológica, criada como deveria ser. Se não a podermos ingerir tantas vezes por ser mais cara, ainda bem, porque ao ingerirmos boa carne, mas menos vezes, e ao recorrermos ao peixe, aos vegetais e às alternativas vegetarianas, estamos a contribuir para uma melhor saúde, para um melhor ambiente e para um planeta mais ético e respeitador. Defendo, por isso uma dieta mediterrânica (com base na pirâmide mediterrânica original, não a alterada pelo lobby dos produtores de carne dos EUA), em que se privelegiam os cereais integrais, as hortícolas, a fruta, os frutos secos, o peixe, os produtos lácteos, o azeite os ovos e, mais raramente, a boa carne. Nesta dieta mediterrânica podemos e devemos incluir alguns pratos vegetarianos.
Actualmente, já passei aquela fase da mania das dietas, e procuro que o que coma responda afirmativamente a estas duas questões:
- A minha trisavó reconheceria este alimento como comida?
- Este alimento apodrece? (sim, alguns alimentos, nunca passam do prazo de validade! Podemos comê-lo agora ou daqui a sete anos)
Assim, respeito todos os regimes alimentares, desde o veganismo, até à dieta mediterrânica, passando pela raw foodism e pelo ovolactovegetarianismo e por aqueles que apenas excluem a carne.
No entanto, e é aqui que gostaria de ter a sua ajuda, estou a ter algumas dificuldades em seguir as minhas duas perguntas quando faço snakcs à tarde, como fruta e iogurtes naturais, mas não resisto a algumas bolachas (normalmente como aquelas de fibra), por isso gostaria que me indicasse alguns snacks que possa fazer e que sejam saudáveis, deliciosos (adoro comer boa comida, é sem dúvida um dos maiores prazeres da vida) e saciantes. Por outro lado gostaria que me desse outras ideias de receitas com aveia para o pequeno-almoço sem ser as papas de aveia, que não gosto muito.
Um abraço, de quem a admira
Maria"
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